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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Aurora Boreal - O que é - Como se forma - Fotos

A Aurora Polar é também conhecida como Aurora Boreal, no hemisfério norte – ela é assim chamada por Galileu Galilei, em homenagem à deusa romana do alvorecer, e ao deus que rege os ventos do Norte, seu filho, Bóreas -, e Aurora Austral, no hemisfério sul, designada desta forma pelo navegador inglês James Cook, ao se referir à sua localização, o Sul.

Este fenômeno, um sublime espetáculo de luzes e cores, é na verdade um evento inerente ao campo visual, próprio do espaço polar de nosso Planeta, embora não se limite apenas à Terra, ocorrendo também em Júpiter, Saturno, Marte e Vênus. Ele acontece em virtude do choque produzido por partículas de vento solar no perímetro magnético terrestre. Geralmente estas luzes se manifestam nos períodos que vão de setembro a outubro e de março a abril. Apesar da beleza natural deste processo, ele pode ser igualmente reproduzido por meio de explosões nucleares ou em pesquisas laboratoriais.

A Aurora Boreal pode se expressar de diversas formas – sob a aparência de pontos de luz, como faixas horizontais ou pequenos círculos luminosos -, embora estejam constantemente ajustados à linha do campo magnético do Planeta. Em vários momentos estas luzes se exprimem em diversas cores, simultaneamente. Em outros, elas compõem semicircunferências que se metamorfoseiam o tempo todo.

A Aurora Polar da Terra é desencadeada pela manifestação de elétrons portadores de uma carga energética equivalente a um espectro que vai de um a quinze keV, somados a prótons e partículas alfa, e a luz emerge justamente quando eles se chocam com os átomos do espaço no qual respiramos, principalmente com fragmentos de oxigênio e nitrogênio, normalmente em altitudes que variam entre 80 e 150 km. Processa-se então um fenômeno de ionização, dissociação e estimulação de partículas.

Durante a ionização, os elétrons são deslocados do átomo, levam consigo a energia despertada e geram uma espécie de efeito em cadeia da produção de espécies químicas eletricamente carregadas, por perda de elétrons, em outros átomos. Este estímulo tem como conseqüência um ato de emissão energética, gerando no átomo uma condição de total inconstância. Estes estados de instabilidade enviam ondas luminosas em freqüências vibratórias típicas, enquanto tendem a encontrar o equilíbrio.

Geralmente a impressão luminosa é comandada pelo envio de partículas de oxigênio a altos níveis da atmosfera, aproximadamente por volta de 200 km de altitude, o que causa a produção de tons verdes. Porém, quando são desencadeados intensos temporais, alturas menos elevadas da atmosfera são golpeadas, gerando tonalidades vermelhas mais escuras, devido à presença de átomos de nitrogênio em grande quantidade, seguidos pelos de oxigênio.

Apesar do espetáculo oferecido à visão pela Aurora Boreal, os ventos solares intervêm nos sistemas de comunicação terrestres e nos mais variados mecanismos eletrônicos criados pelo Homem, provocando grandes prejuízos à criação humana. Ao longo da história, cientistas e exploradores vêm se referindo a prováveis sons provocados por este fenômeno, embora ninguém nunca os tenha reconhecido oficialmente, por serem ainda divergentes do conhecimento adquirido pela Humanidade. A Aurora Boreal é também muito presente na mitologia nórdica, que reserva a este evento belas páginas da literatura, passagens marcantes e poéticas que descrevem estas luzes como espíritos elevados ou estrelas com potencial destrutivo, e até mesmo a Bíblia se refere a este fenômeno em um trecho do Livro de Ezequiel. Atualmente, até mesmo o cinema tem protagonizado este espetáculo em suas telas, cativando platéias do mundo inteiro em filmes como Happy Feet. Ela também está presente na música, na poesia e nos jogos eletrônicos.





Fonte: InfoEscola

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Turistas viram 'caçadores' de aurora boreal em países do Ártico

Enquanto que nos Estados Unidos os chamados "caçadores de tempestades" tentam perseguir tornados e furacões, na região do Polo Norte existem grupos que "caçam" auroras boreais, ou luzes do Norte.

Estes grupos percorrem regiões da Finlândia e da Noruega atrás das melhores chances de registros do fenômeno de luzes. Muitos contam com a ajuda de empresas de turismo especializadas em aurora boreal.

Este foi o caso de Andy Keen, que há cinco anos deixou o emprego na Grã-Bretanha, onde dirigia uma instituição de caridade, e se mudou para Ivalo, um vilarejo remoto no norte da Lapônia, Finlândia, a 68 graus de latitude, dois graus acima da linha do Círculo Ártico.

"Vi um documentário na televisão a respeito das luzes do Norte. Então fui até lá para ver. Agora, estou viciado", disse.

Keen fundou a Aurorahunters ("Caçadores de Aurora", em tradução livre), que leva sete turistas por semana para viagens em partes mais remotas da região, em busca de auroras boreais.

"A razão de eu ter escolhido este lugar é que a população é muito baixa, há pouca luz ou poluição sonora e é um território perfeito para a aurora", disse.

"DAMA ASTUTA"

O grande problema da "caça" à aurora é a dificuldade em prever onde ela vai aparecer.

Em seu site, a agência oficial de turismo da Noruega chega a comparar a aurora boreal a uma "dama astuta". "Você nunca sabe quando ela vai aparecer. Esta diva vai te deixar esperando", diz o site.

Por isso, empresas como a de Keen estudam informações meteorológicas para tentar encontrar o melhor lugar para ver as luzes.

"Estamos checando relatórios sobre as nuvens. Observamos o movimento, a densidade das nuvens. Estamos apontando para um lugar onde sentimos que, em um momento específico, vai haver um buraco nas nuvens", afirma Keen.

As excursões para os locais escolhidos são realizadas em micro-ônibus ou trenós puxados por cães, especialmente para chegar em áreas de difícil acesso.

VENTO SOLAR

"O processo que causa a aurora é parecido com a física das luzes de neon", afirma Joseph M. Kunches, cientista espacial no Centro Espacial de Previsão do Tempo dos Estados Unidos, parte da Associação Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês).

"Um elétron interage com átomos neutros e emite luzes de várias cores. O que acontece quando a aurora brilha é que as partículas vindas do Sol --a maioria delas são elétrons-- são trazidas pelos ventos solares na direção da Terra e guiadas pelos polos magnéticos do planeta."

"Quando as partículas interagem com a atmosfera da Terra, elas estimulam moléculas que já estão aqui, e estas emitem luzes", acrescentou.

Kunches afirma que a cor das luzes depende dos gases na atmosfera terrestre (oxigênio, nitrogênio ou outros). "E, quando os ventos solares são mais fortes (...), as auroras serão mais brilhantes".

O cientista avisa que, nas temporadas de 2012 e 2013, a previsão é de muita atividade solar, portanto as auroras boreais serão mais frequentes.

Kunches afirma que o Polo Sul é afetado da mesma forma pela atividade solar. Mas, existe a diferença sazonal: no norte, a aurora é vista no inverno, quando tudo fica escuro.

No sul, as regiões são iluminadas 24 horas por dia, então não é possível ver as luzes.

No norte, a aurora boreal pode ser vista nos países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), Finlândia, Rússia, América do Norte e norte da Escócia.

CÉUS LIMPOS

Assim como Joseph Kunches, Andy Keen espera boas oportunidades para ver a aurora boreal em 2012.

"Nos primeiros meses do ano, particularmente em janeiro, fevereiro e até o meio de março, temos céus limpos", disse.

Neste período a maior parte da neve já caiu e há menos nuvens no céu.

No entanto, no verão, quando as noites são curtas ou sequer ocorrem, é o período ruim para os caçadores destas luzes. Eles voltarão a ter mais atividade a partir do outono no hemisfério norte, que começa em outubro.

O fotógrafo finlandês Martti Rikkonen, um dos mais famosos fotógrafos de natureza do país, ganhou um prêmio nacional em 1995, com uma imagem da aurora boreal. Ele afirma que muitos finlandeses não dão tanta importância para as luzes.

"Para muitas pessoas, não é nada especial, pois temos elas com muita frequência. Você pode ver (as luzes) com tempo limpo talvez 200 noites por ano. Mas quando elas estão boas, todo mundo se interessa, pois há tanta cor e elas são fantásticas", disse.

Ao mudar para a Finlância, o britânico Andy Keen se tornou um "caçador de aurora boreal"; veja galeria de fotos

Fonte: BBC

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